Investir em energia solar: por que agora é a hora certa



Investir em energia solar: por que agora é a hora certa


Com o Marco Legal da Geração Distribuída, investir em energia solar será mais seguro. Entenda por quê


Após meses de discussão em Brasília, o Marco Legal da Geração Distribuída foi aprovado por Jair Bolsonaro em 7 de janeiro. Para quem já produz a própria energia ou deseja investir em energia solar, a notícia foi bem recebida.


Isso porque, a partir de agora, haverá uma lei específica regulando o setor e protegendo os consumidores. Com isso, espera-se um crescimento do investimento em energia solar.


Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em janeiro deste ano 1,7% de toda a energia elétrica no País foi gerada pela fonte solar fotovoltaica. O potencial, portanto, é gigantesco!


A seguir, veja o que muda para os consumidores e por que o momento é ideal para investir em energia solar.


Investimento em energia solar: como funciona hoje


O investimento em energia solar pode ser feito em duas modalidades: on-grid e off-grid.


O off-grid é um sistema autônomo, ou seja, sem contato com a rede elétrica. É ideal para regiões mais afastadas, pois armazena em baterias a energia solar excedente.


Na modalidade on-grid o sistema fotovoltaico não é 100% autônomo, já que permanece conectado à rede pública local. Assim, se a energia produzida não for suficiente, é possível recorrer à eletricidade da distribuidora.


Por outro lado, se a produção de energia for maior que o consumo, o excedente é enviado à distribuidora. Essa injeção na rede pública é compensada com descontos na conta de luz.


Como resultado, os clientes da micro e minigeração distribuída on-grid não pagam alguns encargos pelo custo de distribuição.


Contudo, uma das mudanças do Marco Legal da Geração Distribuída é o fim da isenção de algumas tarifas. Entre elas, a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).


Investir em energia solar ainda vai valer a pena?


A resposta é sim!


Um ponto muito importante é que as regras do Marco Legal da Geração Distribuída não se aplicam aos sistemas fotovoltaicos já instalados e nem aos que entrarem em operação até 12 meses após a publicação da lei.


Sendo assim, tanto os consumidores atuais quanto os que optarem por investir em energia solar até janeiro de 2023 continuarão isentos do custo de distribuição até 2045. O período desse benefício é similar à vida útil de um painel solar!


Só serão cobrados aqueles que aderirem à energia solar 12 meses depois da publicação do Marco Legal (ou seja, após janeiro de 2023).


Mesmo assim, essa cobrança será escalonada e apenas para quem injetar energia na rede. Em outras palavras, toda a energia produzida e usada pelo consumidor em sua propriedade continuará livre de taxação.



Como fica daqui para frente?


Para suavizar a cobrança dos componentes relativos à distribuição, a lei determina um período de transição.


Quem investir em energia solar entre 08 de janeiro e 07 de julho de 2023 cumprirá o escalonamento até 2030.


Assim, a cada 100 kWh/h de energia excedente enviada à rede, um percentual será retido para financiar a infraestrutura elétrica.


  • 2023 - 4,1% serão descontados da compensação dos créditos de energia elétrica

  • 2024 - 8,1%

  • 2025 - 12,2%

  • 2026 - 16,2%

  • 2027 - 20,3%

  • 2028 - 24,3%

  • 2029 - 27%

  • 2030 - 27%

  • 2031 - regra a ser definida

A partir de 2031 outras regras tarifárias serão regulamentadas pela ANEEL.

Por outro lado, quem solicitar acesso à distribuidora para instalar um sistema fotovoltaico após 07 de julho de 2023 terá uma janela de tempo um pouco menor.


  • 2023 - 4,1% serão descontados da compensação dos créditos de energia elétrica

  • 2024 - 8,1%

  • 2025 - 12,2%

  • 2026 - 16,2%

  • 2027 - 20,3%

  • 2028 - 24,3%

  • 2029 - regra a ser definida


Então, aproveite a oportunidade e peça já seu orçamento! Investir em energia solar nunca foi tão vantajoso.